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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Alexandre Filho, arte naif.


Manuel Alexandre Filho
Bananeiras-PB, 1932. Vive e trabalha em João Pessoa.

Pintor naif. Autodidata. Trabalha na lavoura até os 17 anos, não chegando a concluir o curso primário. Em 1964 muda-se para o Rio de Janeiro, onde começa a pintar. Exp. ind.: Galeria Meia Pataca (Rio de Janeiro, 1970); Galeria do Banco Andrade Arnaud (Rio de Janeiro, 1971); Galeria Eucatexpo (Rio de Janeiro, 1978); Galeria Gamela (João Pessoa, 1983); Theatro Santa Roza (João Pessoa, 1987); Escritório de Arte da Paraíba (João Pessoa, 1993); 30 Anos de pintura (Falcone Artes & Objetos, João Pessoa, 1995). Exp. col.: XV Salão de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1967); I Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia (Salvador, 1967); MIS (Rio de Janeiro, 1967); Consulado Geral do Brasil (Nova York/EUA, 1967); Galeria Lirismo Brasileiro (Lisboa/Portugal, 1967); Galeria Debret (Paris/França, 1967); Courtney Gallery (Texas/EUA); Mannhein Gallery (Londres/Inglaterra, 1967); Galerie Isy Brachot (Bruxelas/ Bélgica, 1974); Encontro Brasil-Uruguai de Arte Naif (Montevidéu/Uruguai, 1977); Pintores populares y grabadores do Brasil (Instituto Nacional de Bellas Artes, México); Rio Design Center (Rio de Janeiro, 1986); Gabinete de Arte Brasileira (Recife, 1987); Miniaturas (Galeria Gamela, 1988); Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1988); I Arte atual paraibana (Funesc, 1988); II Paixão de Cristo em Art-Door (João Pessoa, 1990); Arte naiff: arte do povo (Centro Cultural São Francisco, João Pessoa, 1991). Obras nos acervos: MAAC (Campina Grande); Museu Internacional de Arte Naif do Brasil (Rio de Janeiro); Musée D’Art Naif de L’ile de France (Paris/França); Fundação Paschoal Carlos Magno (Niterói-RJ); Museu da Pampulha (Belo Horizonte); Museu Municipal Fernando da Cunha Lima (Guarabira-PB); Pinacoteca da UFPB (João Pessoa); Subsecretaria de Cultura da Paraíba. Em 1968 participa do Festival de Arte Negra, na Nigéria. É citado nos livros: Dicionário de artes plásticas do Brasil [Roberto Pontual] (Editora Civilização Brasileira, 1970), Les proverbes vus pars les peintres naïfs [Anatole Jakovsky] (Editora Max Fourny, Paris, 1973); La chanson traditionnelle et les naïfs [Roger Blanchard] (Ed. Max Fourny, 1975); Dictionarie des peintres naïfs du monde entier [Anatole Jakonsky] (Editora Basilius Press, Suíça, 1976); Aspectos da pintura primitiva brasileira [Flávio de Aquino e Geraldo Édson de Andrade] (Editora Spalla, 1979); Arte do Nordeste (Editora Spalla, 1986); O mundo fascinante dos pintores naifs [Lucien Finkelstein] (Editora Mian, 1987). Em 1975 volta à Paraíba, para residir em Guarabira, onde permanece por 10 anos. Depois, volta a residir definitivamente em João Pessoa.

“A arte de Alexandre Filho abre nosso olhar para visões de um paraíso terrestre. Entre anjos, pássaros coloridos, árvores, flores e frutos as feras convivem serenas com Adão e Eva, barrocos, infantis e imaculados. Sua pintura é encantada, plena de signos de felicidade como são as faianças e azulejos sírios, persas e caucasianos em que a atmosfera edênica é a imagem de um mundo de paz, conforto e abundância. (...) Alexandre é um artista verdadeiro, criou uma linguagem própria, um alfabeto visual original composto de acordes cromáticos riquíssimos, estrutura simbólica universal e técnica inconfundível. Quando falamos de patrimônio cultural, costumamos nos referir a obras de arte, móveis, utensílios e edifícios de pedra e cal. Geralmente, esquecemos de acrescentar o único e importante patrimônio que é o homem. É este o patrimônio que mais importa: o artista vivo, dono de sua linguagem, senhor de sua arte como é Alexandre. Um patrimônio dos paraibanos, principalmente de seus amigos que têm a sorte de vê-lo pintar com tanta pureza e verdade como fazia há trinta anos.” (Raul Córdula, ABCA/AICA)

fonte: [catálogo II Arte atual paraibana, Funesc, 1990; outros catálogos]


S/T, acrílica sobre tela, 80x80cm, 2000





Com mais de 85 exposições coletivas e individuais, 15 delas fora do Brasil, Alexandre Filho é o nome mais significativo da pintura Naif da Paraíba. Seus quadros ilustram exposições permanentes em 8 museus no Brasil e no mundo e é citado 21 livros catálogos, cinco deles internacionais, distribuídos por mais de 35 países.

Segundo o próprio autor, a temática de seus quadros é eclética e universal. "Eu não escolho o ambiente ou personagens, a pintura sai da inspiração do momento", destacou Alexandre. As obras do pintor possuem um notável simbolismo da imagem, sem que se possa perceber a origem do local ou a ambientação específica.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

EL GENERAL-tounes bledna- Tunisie sidi bouzid


Hamada Ben-armor, o el general

O repper de 21 anos que derrubou dois regimes totalitários e deixou o mundo Árabe em ebulição.


Um rap que embalou a multidão a pegar em armas, formar batalhões e derrubar governos.
Um trecho da música Presidente, o seu país

Sr. Presidente,
tem gente morrendo
de fome,
pessoas viraram animais.
Vejo a polícia vindo
com os seus cassetetes.
A constituição foi
dissolvida em água.
Então beba.
Ouço acusações inventadas.
Os lacaios do governo
sabem a verdade.
Vejo a serpente que
ataca as mulheres.
Voçe aceitaria isso
se fosse a sua filha?
VOCÊ ME DISSE
PRA FALAR
SEM MEDO,
MAS SEI QUE
VOU APANHAR
POR ISSO.
Até quando a Tunísia
vai viver no mundo
dos sonhos?


Saiba mais acesse: http://bit.ly/hpdooz

terça-feira, 12 de abril de 2011

Bryan Lewis: psiconáutica e auto-retratos

Fonte: Coletivo Desentorpecendo a Razão

Bryan Lewis era um artista que havia começado a fazer uma série de obras peculiar: desenharia um auto-retrato todos os dias. Já estava realizando sua empreitada, quando uma série de fatalidades ocorreu em sua vida: uma grande amiga tinha acabado de se mudar para uma pequena igreja velha que ela estava transformando em casa, quando um incêndio nessa casa a matou enquanto dormia; no dia seguinte ao funeral de sua amiga, seu melhor amigo atira na própria cabeça com um revolver e sobrevive à tentativa de suicídio, com danos mentais permanentes; ainda durante o período de internação desse amigo, Bryan teve um grave problema num pulmão e teve de arrancar um pedaço dele. Após essa cirurgia, sem uma parte de se pulmão, um amigo lhe chamou para fazer um “hiking”, e lá foi Bryan, com o seu tanquezinho de oxigênio montanha acima. Lá ele teve uma experiência de vida observando a natureza e conseguindo se ver vivendo num mundo completamente novo (e de como a experiência de desenhar o ajudava nisso).

Bem, não muitos dias depois, após um surto psicótico de um amigo, ele tem uma epifania e decide que não apenas ele faria um auto-retrato por dia, mas como ele tomaria também um tipo diferente de droga todo dia…

O resultado disso é essa fantástica série de auto-retratos feitos por Bryan durante o efeito de diversos tipos de drogas, em especial de drogas pesadas líticas, como calmantes, anti-psicóticos, etc.

Dispomos os links para a entrevista (em inglês) com Bryan onde ele explica todo o seu projeto e conta essa história, e também a lista com todos os auto-retratos selecionados pelo artista em seu site.

Aqui estão alguns de seus auto-retratos e suas respectivas substâncias.


Inalando líquido de isqueiro


7.5mg de Percocet


Salvia Divinorum (desenhado logo antes mas principalmente logo depois)

Morfina IV (dose desconhecida)

Maconha